quinta-feira, agosto 26, 2021

Cádis

Cádis é a cidade continuamente habitada mais antiga da Europa, fundada pelos Fenícios no sec. XI BC uma cidade agradável, onde corre sempre uma brisa por mais calor que esteja. Nas ruas sem transito são as esplanadas que as invadem onde se serve peixe e marisco muito fresco a acompanhar cerveja, sangria ou tinto de verano. Parecem dias de festa mas não, isto é o normal de Cádis.

A cidade parece ter resolvido o problema do transito de carros nas ruas estreitas do centro histórico e pouco vi de edifícios devolutos. Acredito que o comboio suburbano tenha sido parte da solução - liga a quase todas as cidades vizinhas sempre em sequência terminando em Jerez a mais de 30 Km.

A catedral, a face voltada a terra é muito branca parece impoluta, voltada ao mar parece uma mesquita inacabada.

Seguindo para Norte a cidade termina em 2 lindos jardins adjacentes - o da Alameda Apodaca e o Parque Genovês. A Oeste ficam as praias, uma pequena junto ao centro histórico, outra enorme de vários quilómetros ao longo da zona nova da cidade.

As fotos são da torre das portas da terra (que separa a zona histórica da zona nova da cidade), 2 da catedral (vista da parte terra e da parte mar), 2 de cada jardim, 1 da vista da torre Tavira, 1 da chegada por ferry a Cádis, 1 da sede do município e 4 de outras na zona histórica.
















quarta-feira, agosto 25, 2021

Aldeias Pueblos blancos

... da serra de Grazalema e arredores, porque brancos são todos eles, já assim era nas Alpujarras e por toda a Andaluzia.
O que mais gostei não foram os pueblos mas tudo o resto que está à volta.
As fotos são 5 de Zahara de la sierra, 4 de Bornos, 5 de Grazalema e 3 dos caminhos pela serra.










 














Arcos de la frontera

Seguindo a rota dos pueblos blancos de que já Ronda fazia parte, Arcos é a única outra verdadeira cidade.











segunda-feira, agosto 23, 2021

Ronda

Ronda obteve o seu nome por estar rodeada de montanhas (redondeada), e é em cima mesma um planalto a 120 metro de altura, dramaticamente escupilda, está dividida em 3: a cidade velha para lá da ponte, que mantém a estrutura árabe é quase intransitável de carro; a cidade nova no centro histórico mais organizada onde estão a maioria dos restaurantes, hoteis e comércio, ambas com influência morisca e romana, ambas com várias mansões renacentistas, igrejas adaptadas de mesquitas e indescritíveis vistas uma da outra, da ravina, da montanha e dos campos à volta; a cidade nova fora do centro histórico, igual a tantas outras mas é o que a faz funcionar, é onde estão os supermercados, as bombas de gasolina, os terminais de transportes públicos.
Na cidade velha apetece andar sem rumo, descobrindo cada recanto novo, cada nova vista de um novo ângulo sobre o "outro lado" mas nunca estamos verdadeiramente perdidos porque há uma ravina à volta e a meio, qual elefante no meio da sala é a ravina no meio da cidade.
Serviu de inspiração para muitos: Hemingway escreveu 2 livros passados aqui, Mary Anne Evans, Orson Wells, também para o conto "Carmen" de Merimée que viria a inspirar a ópera com esse nome, o poeta alemão Rilke a batisou de "cidade dos sonhos" (bem antes de Nova York ou Mumbay serem cidades a sério) mas os espanhois chamam-na de "cidade sonhada", quem a definiu melhor foi a poetisa Lady Tennyson "Ronda é, de facto, um daqueles lugares únicos. Não conheço nada que se lhe possa comparar".
Não é a cidade perfeita, talvez nem seja a mais bonita, é diferente.