domingo, novembro 21, 2021

Riviera Maya, se isto alguma vez foi um paraíso já não o é

É sem saudades que deixo a Riviera Maya.

É verdade que há muitos turistas (e ainda só estamos a 3 semanas da época alta) mas o que me desagrada é a dependência do turismo e a americanização. 

Em várias cidades a organização é esta: sejam 2 quarteirões ou 1km, entre a praia e a auto-estrada ficam hotéis ou apartamentos para turistas, intercalados por Macdonalds, Starbucks e restaurantes com menu em inglês e preços em dólares, lojas de souvenires, casas de cambio, agências de passeios turísticos na zona, todos a concorrer agressivamente pela tua atenção - compra esta t-shirt! come o nosso taco! prova a nossa tequila! compra aqui o teu passeio!; os quarteirões depois da auto-estrada são onde moram os mexicanos (não os locais mas vindos de zonas pobres do México para servir os turistas), pouco iluminados, estradas esburacadas ou de terra batida, não chega a ser um bairro de lata mas casas feias e são anunciados como perigosos pelos da "zona iluminada". Nenhuma das 2 zonas é o verdadeiro México. 

Isto verifica-se também noutras cidades turísticas noutras partes do mundo mas aqui há mais diferença e a linha limítrofe é muito evidente.

E é insustentável. Não há turistas suficientes para toda a oferta (e já só estamos a 3 semanas da época alta). As 20 agências de turismo a vender passeios de barco em Cozumel ou mergulho nesta zona não enchem 1/4 da lotação dos barcos, os restaurantes têm apenas 2 ou 3 mesas ocupadas por refeição. Imagino a quantidade de turistas necessária para que estes negócios sejam lucrativos e não quero estar aqui quando isso ocorrer.

Para piorar a situação vários hotéis reclamam agora ser donos da praia diante deles e impedem com seguranças a passagem pedestre pela praia de quem não é cliente, por exemplo em playacar.

Não sou o único turista desiludido. Por brincadeira alguém me disse - os deuses Mayas estão zangados com isto tudo, por isso enviaram o sargaço para as praias.

Gostei do parque natural da ilha de Contoy. Seria assim toda a península há 60 anos atrás? A ilha Mujeres não é tão má mas é preciso fugir dos milhares que chegam de Cancún só para passar umas horas.

Fotos de Akumal, 2 de Cozumel, 2 de Puerto Morelos (na 5° foto vê-se bem o sargaço), 3 de Playa del Carmen, 6 da ilha Mujeres, na última é possível ver o que tem chovido por aqui.



















sábado, novembro 20, 2021

Contoy

A ilha Contoy é um parque natural no extremo nordeste do Yucatan, também conhecida como a ilha dos pássaros.

Paga-se bem para vir aqui (transporte de barco, entrada no parque, almoço, bebidas à discrição e um snorkel no final para dizer que houve algum mais) mas vale a pena.

Está proibido o repelente e o protetor solar. Há um pequeno caminho pelo mangue que permite visitar uma das lagoas salgadas da ilha (e alimentar a colónia de mosquitos residente) e um pequeno miradouro, mas o que mesmo bom é a praia, com a àgua cristalina e sem sargaço.









terça-feira, novembro 16, 2021

Tulum e Cobá

 Inicio a minha viagem pelo México com uma excursão organizada às zonas arqueológicas de Tulum e Cobá, a primeira na costa, a segunda bem escondida na floresta.

As fotos são 5 de cada, e as 2 últimas de um cenote próximo a Cobá incluído no tour.
















domingo, agosto 29, 2021

Mais de Sevilha

Sevilha é também das inúmeras igrejas góticas, barrocas e modernas, incógnitos edifícios apalaçados, das ruas apertadas de Triana e Santa Cruz com uma pequena praça ao virar da esquina, e principalmente do parque Maria Luíza de que são as 5 últimas fotos.