sexta-feira, abril 16, 2010

Cash, Iceland. Cash, not ash!!!

Muitos europeus ainda tem esperanças de reaver o seu investimento desparecido na Islandia no ano passado, mas quanto se esperava que "cuspissem" o dinheiro de volta para a Europa só cospem cinza.
Já adivinharam, NÃO ESTOU A CAMINHO DA AUSTRÁLIA, nem sei quando estarei.

segunda-feira, março 08, 2010

Estou farto de chuva, quero a "felicidade"

Raio de ideia a minha de passar este inverno todo cá na terrinha. Não aguento mais chuva e frio.
(trechos do livro "Arte de viajar" de Alain Botton)
É difícil dizer quando chegou ao certo o Inverno. O declínio foi gradual, como alguém que envelhece, imperceptível entre um e outro dia, até que a estação se tornou uma situação de facto inexorável. Primeiro ocorreu um arrefecimento da temperaturas nocturnas. Depois chegam os dias de chuva ininterrupta, as rajadas desordenadas de vento atlântico, a humidade, o cair das folhas e mudança e hora nos relógios. Continuavam a verificar-se, em todo o caso, tréguas esporádicas, manhãs de céu limpo e luminoso, que permitiam que se saísse de casa sem agasalhos. Mas tratava-se de qualquer coisa como os sintomas enganadores da remissão num paciente sentenciado pela morte.
Estas condições metereológicas, ao mesmo tempo que toda uma série de outras coisas que então aconteciam (cada um de nós deveria engoliar um sapo todas as manhãs para ter a certeza de que durante o resto do dia não terá de se haver com outras coisa mais repugnantes), conspiraram para me deixar extremamente vulnerável perante a chegada imprevista de um extenso e vivamente ilustrado documento chamado "Sol de inverno" que certa tarde me veio ter às mãos. Os organizadores da brochura tinham sinistramente intuído com que facilidade os seus leitores poderiam ser presas dos fotógrafos, cujo poder representava um insulto à inteligência e refutava qualquer noção de liver arbrítrio: fotografias ostentatórias de palmeiras, céus lavados e praias brancas.
A nostalgia que a brochura suscitava era um exemplo, comovente e ao mesmo tempo ridículo, do modo como os projectos, e até uma vida inteira, podem ser inflectidos pelas mais simples e irreflectidas imagens da felicidade; do modo como se pode lever alguém a empreender uma demorada e devastadoramente dispendiosa viagem por meio de não mais que a fotografia de uma palmeira amenamente inclinada e tanjida por uma brida tropical.
Se as nossas vidas são dominadas pela busca da felicidade, talvez poucas actividades sejam tão elucidativas no que à dinâmica desta busca - com todo o seu ardor e paradoxos - se refere como as nossa viagens. Ainda que inarticuladamente, expressam uma inteligência do que viver deveria na sua essência significar, à margem das imposições do trabalho e da luta pela sobrevivência. (fim de "plágio")
Continuo a gostar e a "viajar em espirito" quando vejo fotos de palmeiras numa praias ao pôr-do-sol, mas já não é só isso que procuro. Digo com soberba, isso é de turista, eu sou viajante.
Em breve recomeçarei a escrever neste endereço sobre o tema do costume. Para já só sobre a antecipação da(s) viagem(s), a partir de 18 de Abril sobre a "terra de lá de baixo", onde à 4 anos prometi voltar em breve mas que, por uma razão ou por outra, me tem falhado nas escolhas de destino.

terça-feira, agosto 04, 2009

New Bedford

New Bedford e a Fall River são talvez as cidades mais portuguesas dos US. Às várias vagas de imigração principalmente de açorianos juntam-se também bastantes descendentes de cabo-verde e é português que se houve nas ruas.
Fotos são 2 do consulado português, portas da cidade de Fall River (réplica das de Ponta Delgada), várias mansões e monumentos de New Bedford incluindo as 3 últimas que são do museu da baleia.


























Cape Cod

Fotos do Cape Cod: Sagamore beach, 2 de Town Neck beach em Sandwich, 2 de Falmouth, 3 de Woods Hole, Sandy Neck beach, do museu JFK em Hyannis, Nauset beach e as restantes de Provincetown.
































segunda-feira, agosto 03, 2009

The grey lady

Este foi um dos pontos altos da viagem. Nantucket é o tipo de local sobre o qual se pintam quadros, se fazem filmes e se escrevem livros só para tentar explicar como é o paraíso.
A alcunha the grey lady vem do grande número de dias que passa debaixo de nevoeiro cerrado, tem pouco mais de 120 Km quadrados e cerca de 10.000 habitantes, foi vendida em 1659 por 30 pounds, os índios locais chamavam-na "Canopache" - lugar de paz, mas fica na história por ter sido o maior porto baleeiro do mundo no século XVII e início do século XVIII. O livro Moby Dick é claro quando refere que "os mares pertence aos habitantes desta ilha como a imperadores pertencem impérios".
A partir de 1848 a vizinha New Bedford passou a controlar a indústria baleeira e Nantucket definhou até meados do século XX, quando, tal a vizinha Martha's Vineyard passou a ser um cobiçado destino turístico da classe alta do nordeste dos US, mas ao contrário do que aconteceu Vineyard aqui este desenvolvimento foi altamente controlado.
Não é que Vineyard seja assim tão desenvolvido, mas aqui são raros os edifícios com mais de dois andares e mantêm a traça original, TODAS as praias são de acesso público e quase 40% da sua área total é de conservação ambiental. O porto de pesca ainda funciona e os seus habitantes não se escondem atrás de muros altos antes têem gosto em arranjar os jardins e trepadeiras e mostra-las a toda a gente.
A última foto é do hostel onde fiquei instalado, originalmente uma estação salva-vidas construída em 1873.