quarta-feira, julho 01, 2015

No vale do Colca


Uma viagem ao vale do Colca permite passar pelo parque natural de proteção a Vicuñas (o animalzito da primeira foto) e pelo mirador dos vulcões a 4.800 metros de altitude (um recorde pessoal) aproximadamente o mesmo que o Monte Branco no Alpes (na segunda foto), mas o ponto alto é o canyon do Colca, um dos maiores do mundo com profundidade de 4160 metros, mais do dobro do Grand Canyon dos US.
No mirador Cruz del Condor é possível avaliar bem a extensão do canyon e admirar o voo majestoso dos condores.





sexta-feira, junho 26, 2015

No lago Titicaca

Segundo as crenças andinas seria o local de nascimento do sol, mas mesmo que assim não seja é um local majestoso que nos faz sentir estar no topo do mundo.
A história dos povos do lago é de sobrevivência, e mesmo que o turismo tenha a sua influência mantêm um estilo de vida tradicional e muito costumes pré-incas, por exemplo, o código moral segue os 3 princípios não roubes, não mintas e não seja preguiçoso, e pelo vestuário e até pela forma de usar o chapéu é possível identificar não só o status dessa pessoa nesta sociedade mas também se está feliz ou infeliz, se procura ou já tem namorado(a), se mora em casa dos pais ou se é independente.
2 fotos das ilhas flutuantes de uros, 4 fotos da ilha de Taquile e 2 fotos da cidade de Puno.










quarta-feira, junho 24, 2015

No umbigo do mundo

Foi já apelidada de muitas coisas, desde capital arquelógica das Américas, capital histórica do Perú e dos Andes mas a ideia original é que Qosqo significa umbigo ou centro em quechua, já que esta cidade imperial estava no centro das 4 regiões administrativas dos Incas (Quechuas) e daqui partiam as estradas que as ligavam.
Mesmo depois da conquista espanhola pelos manos Pizarro e várias tentativas de reconquista inca falhadas, a cidade continuou a manter a sua importância, tornando-se no centro da colonização espanhola no Andes.
Os templos incas foram quase todos destruídos e nas suas bases foram construídas as igrejas, mosteiros e a catedral, mas em 1950 um grande terramoto destruiu parte da igreja de Santo Domingo, mas deixando intacta e agora visível a sua base, o magnífica templo inca do sol (Qurikancha).
Fotos de Qurikancha e 2 ruínas de templos incas dos arredores, a praça de armas com a catedral ao fundo, a praça são francisco, uma rua do tempo colonial, o mercado, e 3 das festas locais de valorização da cultura quechua.














domingo, junho 21, 2015

A caminho de Machu Picchu

Ao contrário de todos os guias de viagem e comentários de viajantes, sim, é possível obter alojamento em Cusco sem reservar na semana do festival do sol, entradas e transporte para Machu Picchu, obter alojamento em Aguas Calientes por 2 noites + guia e entradas em Machu Picchu Montaña por menos de 400 Soles.
São 7 horas de viagem em estrada de montanha, 2 das quais em terra batida, quando chegamos à hidroelétrica são mais 12 Km a pé pela linha férrea até Aguas Calientes (a cidade que fica a 9 Km de Machu Picchu), isto é apenas a ida.
O regresso é pior porque temos o "peso" da escalada à montanha no dia anterior.
3 fotos de Aguas Calientes e 2 do caminho pela via férrea.





sábado, junho 20, 2015

Machu Picchu

Em Quéchua quer dizer montanha antiga, acredita-se ter sido construída em 1450 e abandonada 100 anos depois devido a um surto de varíola.
Das várias teorias a mais aceite é a de que teria sido construída como residência de férias do imperador Pachacuti.
A visita começa com um nevoeiro que só aumenta o misticismo do local, mas à medida que as remas de turistas chegam o tempo começa a abrir. 
Bom mesmo é subir a montanha (elevação de 3082m, a mais 650m que a entrada) e tirar a foto mais conhecida de Machu Picchu.










Pelo vale sagrado dos incas

Ainda a sofrer com o mal de altitude é melhor começar devagar.
Um tour pelo vale sagrado, fotos 1 no caminho, 2 de Ollantaytambo e 2 de Pisac.






Perú

Vou para o Perú!!
Não quero deixar a América do Sul sem ir a Machu Picchu, depois devem seguir-se Puno, Arequipa e Lima.

sábado, dezembro 04, 2010

Deixar a Austrália parte 2

Para mim é inevitável a comparação com a minha outra visita à Austrália. Muita coisa foi diferente mas não consigo dizer de qual gostei mais.

A primeira viagem foi pouco planeada feita no improviso e "seguindo a trilha" dos viajantes de quem fui recebendo conselhos. As espectatívas que tinha em relação ao que queria obrigatoriamente ver foram atingidas, de tudo o resto foram largamente suplantadas.
Esta segunda viagem foi planeada e replaneada (demasiado?) ao pormenor e demasiadas vezes: primeiro por ter adorado a primeira e ter esperança de voltar rapidamente (de 2006 a 2009 foi sempre "a viagem a fazer no próximo ano"), depois quando decidi que viria em Abril de 2010, e re-alinhei novamente os meus planos quando se prespectivava ter companhia nas 3 primeiras semanas, quando a viagem de Abril foi cancelada e pensei que a adiaria para 2011, e quando tudo se conjugou para viesse finalmente em Outubro. Trouxe o guia de viagem da OZ e não o abri, já sabia tudo de cor.
É certo que poderia ter ficado menos dias em Broome ou Darwin e mais em Exmouth, parado em Monkey Mia ou completado o sul da WA visitando (pelo menos) Albany e Esperance, mas não me escapou nada do que queria mesmo ver e desta vez a lista era considerável.
As únicas (ligeiras) decepções acabaram por ser Broome e o mergulho no Ningaloo reef (Exmouth e Coral Bay). São, é certo, diferentes na época alta.

As melhores partes, como já esperava, foram os imensos parques nacionais, poderia mesmo descrever esta viagem como "a dos 5 K's" (Kakadu, Katherine gorge, Kimberley, Karijini e Kalbarri). Rottnest e Coral Bay foram excelentes para quebrar o rtimo das longas viagens com boa praia e snorkel. Perth, Darwin e Margaret River são apenas bons pontos de paragem para ver o que há à volta.
Também a Austrália (e o mundo) estão diferentes desde 2006. Está mais cara com a valorização do AUS$ de 0,63 para 0,74. Está mais restrita com a mudança das leis de imigração em 2009, mas esta mudança ainda não teve efeito (que já cá estava mantem os direitos que tinha quando chegou), tem menos estrangeiros apenas em turismo, tem mais imigrantes (canadianos, ingleses, alemães e japoneses) à procura de emprego por 1 ou 2 anos. Encontrei mais Suiço-alemães (mais até do que qualquer outra nacionalidade), canadianos e australianos a viajar, e como era de esperar, menos irlandeses, espanhóis e italianos .
A costa oeste e o topo norte é um pouco diferente da costa este: menos pessoas, piores transportes, mais deserto. Mas é tudo inconfudivelmente Austrália, mesmo Darwin com a sua humidade tropical, mesmo Broome com a sua praia paradisíaca e sol escaldante. O que achei mesmo diferentes são as moscas: adaptadas à terrivel falta de humidade do deserto atacam-nos a face, entram-nos nos olhos (alguma vez mataram uma mosca ao pestanejar?), na boca, nas narinas e nos ouvidos e viajam nas costas nos turistas em grupos de 20 a 50.

Não descarto a hipótese de voltar, mas sem ser a trabalho teria que ser para rever alguns dos locais mais marcantes. O Sul da Austrália e Victoria não me atraem. A Tasmania sim mas não o suficiente para todo este tempo de voo. Viver por cá seria bastante agradável mas com poucas hipóteses dado o actual estado das coisas.

As fotos destes últimos dias são 3 de Pemberton (uma pequena cidade no sul da WA que remete mais para uma paisagem que se imagina no interior do Canadá ou Noruega), 2 da praia de Scarborough e 2 da praia de Cottesloe ambas nos arredores de Perth.